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Deslizamento de terras em Almada. Três casas atingidas e 20 pessoas retiradas

Deslizamento de terras em Almada. Três casas atingidas e 20 pessoas retiradas

Três habitações ficaram soterradas e 20 pessoas de outras casas próximas foram realojadas devido a um novo deslizamento de terras ocorrido na Costa da Caparica, concelho de Almada.

Inês Moreira dos Santos - RTP /
Foto: Rui Alves Cardoso - RTP

"É o terceiro movimento de massas que verificámos", apontou esta terça-feira a vereadora da Proteção Civil. "Devem ocorrer aqui outras derrocadas", assinalou.

Foram deslocadas 30 pessoas, 23 ao cuidado da Câmara e as restantes tinham opção familiar a quem recorrer.

As zonas de arriba, adiantou a edil, vão continuar em movimento.

Jornal da Tarde | 17 de fevereiro de 2026

Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, citada pela agência Lusa, indicara durante a manhã que a derrocada, para a qual foi dado alerta às 1h15, havia atingido três habitações da Rua Duarte Pacheco Pereira.As três habitações, cujos moradores já tinham sido anteriormente retirados pelas autoridades, foram afetadas com a entrada de terra nas divisões das casas.

Por causa deste deslizamento, 20 moradores de outros prédios contíguos foram retirados de casa e realojados temporariamente no parque de campismo da Fundação Inatel.

As operações de socorro mobilizaram os Bombeiros de Cacilhas, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Almada e a GNR.

Na segunda-feira, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, admitiu que muitas das pessoas que tiveram de sair das habitações no concelho devido ao deslizamento de terras, na sequência do mau tempo, não conseguirão regressar às casas.

Segundo a autarca, que falava no início da reunião do executivo camarário, na sequência das intempéries, 230 pessoas tinham, até então, sido realojadas de emergência pelo município.

Equipas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, com quem a autarquia mantém um protocolo, foram acionadas para a monitorização das arribas, acrescentou a autarca, explicando que, desde 2023, a Câmara tem trabalhado com a FCT para avaliar esses locais.As equipas vão monitorizar, nos próximos dois anos, a vertente ribeirinha e toda a arriba fóssil.

A Câmara Municipal de Almada solicitou igualmente assistência ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil
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c/ Lusa

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